PREFEITO COLOCOU "PÉ NO FREIO" NAS AÇÕES

Operação da PF: Secretário de Saúde do Estado mantém confiança na servidora investigada

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O secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, declarou nesta segunda-feira (09.12) que ainda vai acreditar na inocência da servidora Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, alvo da Operação Panaceia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira (06.12).

“Eu sempre vou acreditar na inocência enquanto não houver prova nenhuma que possa incriminar alguém. Temos que dar direito à ampla defesa e ao contraditório, e assim que nós temos comportado. Às vezes anteriores, não houve prova nenhuma, tanto é que o juiz por duas vezes a inocentou”.

Em entrevista à imprensa, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que ainda não teve acesso aos documentos que resultaram na Operação Panaceia, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme ele, sem conhecer o teor da denúncia e das possíveis irregularidades, é prematura fazer qualquer comentário.

Ainda sobre a secretária adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, que pediu exoneração do cargo após ser alvo da operação, Figueiredo disse que a mesma seria melhor estar fora da pasta para poder fazer sua defesa.

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“É um processo que corre em segredo de justiça. A secretária adjunta entendeu que, para estar livre para fazer sua defesa, era melhor que não estivesse no exercício do cargo, pediu exoneração. Nós vamos adotando as medidas necessárias, com orientação da Controladoria Geral do Estado, sequer tivemos acesso ao processo”, disse.

Caos na Saúde

Figueiredo também afirmou que está se estabelecendo um “caos na saúde” de Cuiabá, causado, segundo ele, pela “desaceleração” nas ações administrativas pelo atual gestor, Emanuel Pinheiro (MDB). Contudo, garantiu que está descartada a possibilidade de nova intervenção na Secretaria Municipal de Saúde da Capital. A declaração ocorreu após participar de uma reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que discutiu sobre o setor da Saúde Pública.

Conforme Gilberto, tanto Emanuel Pinheiro quanto o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), colocaram o “pé no freio” nas ações da saúde neste fim de ano, deixando a população desassistida na questão de cirurgias, medicamentos e outros insumos no setor da saúde. Segundo ele, é preciso conversar com as equipes da Saúde dos dois municípios, assim como dos prefeitos eleitos, para encontrar soluções para solucionar o problema.

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